Displasia cementária periapical com proservação de 3 anos.

Displasia cementária periapical com proservação de 3 anos.

Displasia cementária periapical com proservação de 3 anos

Displasia cementária periapical com proservação de 3 anos

Proservação clínica e radiográfica de paciente de 47 anos, sexo feminino, negra, encaminhada para avaliação após a observação de imagem radiolúcida na região apical do dente 36.

Após 3 anos, a imagem vem se tornando mais radiopaca, como é o desenvolvimento esperado para essa condição, há ausência de sinais e sintomas e a proservação continua sendo indicada

Caso da colega endodontista Andressa Camargo, ex-aluna do curso de especialização em endodontia da APCD Bragança Pta.

Displasia cementária in: Bittencourt et al. Displasia Cementária Periapical. Relato de Caso. Rev Inst Ciênc Saúde
2007; 25(3):319-21

Introdução e Revisão da literatura

A displasia cementária periapical (DCP) é um tumor odontogênico benigno de origem mesenquimal, derivado do ligamento periodontal Sua etiologia ainda permanece desconhecida embora, alguns autores, acreditam que represente uma reação incomum do osso periapical a um fator irritante local enquanto outros sugerem que o traumatismo, distúrbios hormonais, fatores sistêmicos e genéticos possam estar envolvidos no seu desenvolvimento.
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A DCP é autolimitante, ou seja, o córtex ósseo não éexpandido e o crescimento progressivo é raro. Não há manifestações clínicas sendo, portanto, assintomáticas exceto quando localizadas próximo ao forame mentoniano, devido à compressão do nervo que pode levar a dor e parestesia . Por estas razões, esta lesão normalmente é descoberta em exames radiográficos de rotina.

Existe uma marcada predileção por mulheres (14:1) e aproximadamente 70% dos casos afetam negros. O diagnóstico nunca é feito antes dos 20 anos de idade. Nos exames imageológicos são observadas mais frequentemente em áreas correspondentes às raízes dosincisivos inferiores. Focos múltiplos são mais habituais, mas quando único, não excede 1 cm de diâmetro. Pode-se perceber ainda que a lesão está contígua ao ligamento periodontal e a lâmina dura permanece intacta.

Esta patologia possui uma evolução natural, passando por três fases de desenvolvimento: osteolítica; cementoblástica e de maturação. A 1ª fase caracteriza-sepela substituição do tecido ósseo por tecido fibroso o que determinada uma radiolucidez periapical. Na 2ªfase ocorre deposição de espículas de cemento, devidoao aumento da atividade cementoblástica, ocasionando
áreas de condensação focal opaca com áreas de rarefações. Na fase final, de maturação, há uma completa calcificação da região fornecendo uma imagem radiopaca, muitas vezes circundada por um estreito halo radiolúcido. A DCP pode levar meses ou até anos paraatingir a fase de maturação.

O tratamento é desnecessário já que a lesão estabiliza-se sem causar complicações, sendo necessário apenas à observação periódica. Sabendo-se das características da DCP, nota-se asua grande semelhança com outras patologias como as de origem endodôntica (cistos e granuloma) que sãocondições mais comumente encontradas e que se assemelham com a 1ª fase ou osteolítica.

Portanto, é essencial a realização do teste de vitalidade pulpar já queem casos de DCP a polpa encontra-se sensível aoteste, não justificando tratamento endodôntico.

Displasia cementária periapical

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