Fratura de lentulo A remoção de lentulos, é de extrema dificuldade em muitos casos, devido ao travamento das espiras no interior do canal e temos que buscar alternativas em casos de insucesso.
Nesse caso, na raiz vestibular de um dente 24, houve a fratura de um instrumento e não se conseguiu a remoção com insertos ultrassônicos e limas. Tentou-se então a ultrapassagem, que demorou duas sessões, até que houvesse êxito. Foram então usadas limas e insertos de ultrassom, para a remoção da maior parte dos fragmentos do lentulo Em certo momento, resolveu-se por manter os remanescentes por riscos de perfuração.
Foi então realizada a obturação com guta percha e cimento Bio C Sealer (Angelus)



Caso conduzido pela aluna Mayara Pimentel, do curso de especialização em endodontia da APCD Bragança Pta.
Fratura de lentulo In: Retratamento endodôntico e tratamento de perfuração
radicular com cimentos a base de MTA.
Nayara Rodrigues Nascimento Oliveira Tavares, Jéssica Monteiro Mendes, Alexia da Mata
Galvão, Maria Antonieta Veloso Carvalho de Oliveira. Angelus.
Introdução
A perfuração é uma comunicação artificial entre o
sistema do canal radicular e os tecidos de suporte dos
dentes, que complica o tratamento e priva o prognóstico
se não for devidamente tratada. As perfurações da
raiz podem ocorrer patologicamente como resultado
de reabsorções e cárie ou iatrogenicamente durante
alguma etapa do tratamento do canal radicular (Kakani
et al 2015).
O MTA consiste em partículas finas hidrófilas
de silicato tricálcico, aluminato tricálcico, óxido
tricálcico, óxido de silicato, di-hidrato de sulfato de
cálcio, aluminato tetracálcio e pequenas quantidades
de óxidos minerais (bismutóxido). Sua composição
é proveniente do cimento de Portland, e tem sido
estudado a cerca de 20, desde quando foi oficialmente
aprovado em 1998 (Kakani et al 2015; Tawil et al 2015).
As perfurações são geralmente o resultado de
condutas iatrogênicas em que ocorre uma comunicação
entre o canal radicular e o tecido perirradicular durante
acesso coronário ou durante a instrumentação. As
perfurações também podem ocorrer em casos de
reabsorção interna, onde toda a espessura da raiz é
afetada pelo processo de reabsorção. Devido à excelente
capacidade de vedação e biocompatibilidade do MTA,
ele foi usado para reparar perfurações radiculares com
resultados previsíveis e favoráveis (Tawil et al 2015).
As novas formulações do MTA exibem um tempo
de ajuste reduzido, são vendidos em recipientes que
permitem uma distribuição mais controlada e possuem
as mesmas propriedades necessárias (Tawil et al 2015).
Estudos iniciais com MTA relataram uma taxa
de sucesso de 56% ao longo de 41 meses. Em um
estudo in vivo mais recente usando MTA como
material de vedação, em mais de 85% conseguem um
reparo da perfuração. O MTA fornece um vedamento
da perfuração eficaz a longo prazo e com material
extremamente biocompatível (Mente et al. 2010; Buttel
et al 2013; Mente et al 2014).
Dessa forma, apesar ainda de não haver um
material com todas as caraterísticas ideais, no
tratamento de perfurações o MTA é o material que se
apresenta mais favorável, com selamento adequado a
longo prazo, e por isso ainda é a primeira opção nesses
casos. O objetivo desse artigo foi relatar um caso
clínico de retratamento e presença de perfuração, com
cimentos a base de MTA.
Lima fraturada e perfuração.





